EDNA ARAUJO
A poética de Edna Araújo nasce do chão de Minas Gerais para ocupar o espaço da arte contemporânea com uma delicadeza tátil e uma força ancestral. De Guaxupé, a artista não apenas observa a natureza; ela a coleciona, a costura e a eterniza. Seu trabalho é um exercício de "arqueologia afetiva", onde fibras naturais, papéis artesanais e folhas secas deixam de ser matéria orgânica para se tornarem narrativas visuais. Ao utilizar o suporte como extensão da própria terra, Edna eleva o artesanato regional ao patamar de uma arte plástica sofisticada, marcada pela economia de meios e pela profundidade do silêncio.
As obras aqui apresentadas revelam o domínio magistral da alquimia botânica. Nas composições com folhas e fibras, a artista utiliza a linha — ora desenhada, ora costurada — para criar barcos, totens e mapas de uma geografia imaginária, onde a fragilidade do material é subvertida pela solidez da composição. Já em suas séries de desenhos botânicos, como as vibrantes flores em tons de púrpura e cinza, percebemos uma técnica que captura a alma da planta: são monotipias orgânicas que registram o efêmero, transformando o pigmento natural em uma mancha poética que flutua no vazio do papel.
Para o colecionador, o trabalho de Edna Araújo representa a autenticidade do tempo. Em um mundo saturado pelo digital, suas peças oferecem o repouso do olhar e a celebração da imperfeição deliberada do "fazer manual". Adquirir uma de suas obras é incorporar ao acervo uma peça que carrega a identidade de Minas com um sotaque universal, unindo sustentabilidade e uma sensibilidade que floresce na intersecção entre a arte e a vida. É uma arte que não apenas decora, mas que respira e conta histórias.
20x31cm
21x31cm
21x31cm
20,5x29,5cm
20,5x29,5cm
20,5x29,5cm

